Rodrigo Pacheco critica discurso contra o STF em ano eleitoral: "Além de populista, é muito pobre"
Senador defende atuação da Corte na pandemia e na preservação da democracia e afirma que agressões infundadas fragilizam o Estado de Direito.
Senador Rodrigo Pacheco critica agressão feitas ao STF e reafirma saída da política durante o 7º Brasília Summit. (Foto: Evandro Macedo/LIDE)
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) criticou o uso do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvo de discursos políticos em meio ao ambiente pré-eleitoral de 2026. Durante entrevista concedida após participação no 7º Brasília Summit, nesta quarta-feira (17), em Brasília, o ex-presidente do Senado afirmou que críticas institucionais são legítimas, mas condenou ataques que, segundo ele, buscam descredibilizar a Corte.
"Me incomoda profundamente essas agressões feitas ao Supremo Tribunal Federal nos dias de hoje", afirmou.
Ao comentar a atuação do Judiciário nos últimos anos, Pacheco defendeu o papel desempenhado pelo STF em momentos considerados decisivos para o país. Segundo ele, a Corte teve participação importante durante a pandemia de Covid-19 e na preservação das instituições democráticas.
"Eu reputo que o Supremo foi muito importante para o Brasil em momentos muito difíceis", disse.
O senador destacou que o tribunal tomou decisões relevantes durante a crise sanitária e contribuiu para a manutenção da estabilidade institucional em momentos de tensão política. "Tomando decisões muito relevantes para evitar que aumentasse esse clima antidemocrático no nosso país", afirmou.
Pacheco também citou a atuação do STF em questões relacionadas a Minas Gerais. Segundo ele, decisões da Corte permitiram que o estado suspendesse o pagamento de sua dívida com a União por vários anos, o que contribuiu para o equilíbrio das contas públicas mineiras.
O parlamentar ressaltou que divergências sobre decisões judiciais e propostas de mudanças no funcionamento da Corte fazem parte do processo democrático. Como exemplo, citou seu apoio à limitação de decisões monocráticas e à discussão sobre mandato para ministros do Supremo.
"Críticas ao Supremo, à Corte, como críticas ao Congresso, às instituições, absolutamente sadias e precisam ser feitas", declarou.
No entanto, ele diferenciou esse debate institucional de manifestações que, segundo sua avaliação, têm como objetivo enfraquecer a imagem da Corte perante a sociedade. "O que não faz parte são essas agressões muito baixas, muitas delas muito infundadas contra o Supremo Tribunal Federal", afirmou.
Ao comentar o ambiente político às vésperas das eleições de 2026, Pacheco manifestou preocupação com o uso recorrente do STF como tema de campanhas e discursos eleitorais. Segundo ele, a população espera dos representantes públicos propostas voltadas à melhoria das condições de vida dos brasileiros.
"No momento eleitoral, esse discurso politiqueiro e oportunista que estabelece o Supremo Tribunal Federal como alvo, além de populista, é muito pobre", disse.
Saída da vida política
Durante a entrevista, Pacheco também reafirmou a decisão de encerrar sua trajetória política ao término do atual mandato. Segundo ele, a escolha está ligada a um compromisso pessoal assumido quando ingressou na vida pública.
"Eu fiz um compromisso comigo que eu não me eternizaria e que fecharia o ciclo do momento. Eu dizia até que tinha uma data de entrada e uma data de saída. E a data de saída chegou", afirmou. O senador disse que pretende dedicar mais tempo à família, à saúde e à advocacia após deixar o Senado.
O 7º Brasília Summit reúne autoridades, empresários e especialistas para discutir os impactos da inteligência artificial na gestão pública e privada. O evento é uma iniciativa do LIDE, Correio Braziliense e LIDE Brasília. O 7º Brasília Summit é patrocinado por BRB Financeira, X-VIA e Alpha Secure. Conta com apoio de PauloOctávio e PMIA. São media partners TV LIDE, Correio Braziliense, Clube FM, TV Brasília, Revista LIDE e Brasil Confidencial. Os fornecedores oficiais são Bauducco e Natural One.