TI, processo contábil e gestão são as principais deficiências nos controles internos das empresas
Estudo da KPMG analisa como falhas em processos e sistemas ampliam riscos, pressionam a governança corporativa e exigem maior maturidade das empresas.
Estudo analisa como falhas em processos e sistemas ampliam riscos, pressionam a governança e exigem maturidade. (Foto: Freepik)
A tecnologia da informação (TI), o processo contábil e de elaboração das demonstrações financeiras e as atividades operacionais e de gestão são as principais deficiências nos controles internos divulgadas pelas empresas abertas no Brasil, segundo a pesquisa “Controles internos e as deficiências significativas reportadas pelas empresas abertas brasileiras”. O levantamento foi produzido pelo ACI Institute Brasil, da KPMG.
Das 276 companhias consideradas na pesquisa, 183 empresas (66%) constam estar sem deficiências significativas em seus controles internos e 93 organizações (34%) informaram que as deficiências identificadas eram significativas.
“Um ambiente de controles internos efetivo se baseia na capacidade da Administração em implementar e manter sistemas e processos formalizados, suportados por uma estrutura integrada de tecnologia da informação e de pessoas qualificadas, que assegurem a confiabilidade das informações, a efetividade das operações e a conformidade com leis e regulamentações de modo a assegurar uma gestão eficaz e a perenidade dos negócios”, afirma o sócio da KPMG no Brasil e CEO do ACI Institute Brasil, Sidney Ito.
Sobre cada uma dessas deficiências apontadas, as mais citadas são as seguintes:
Tecnologia da informação: a maioria das deficiências está relacionada aos controles gerais de TI, às questões de segurança cibernética, incluindo a proteção de dados e cumprimento à Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).
Processo contábil e de elaboração das demonstrações financeiras: políticas contábeis inexistentes ou sem formalização; lançamentos de manuais sem revisão e aprovação; falta de documentação comprobatória ou insuficiente, dentre outras.
Atividade operacional e gestão: deficiências de controles internos em transações rotineiras e não rotineiras, estrutura de governança existente para assegurar sua efetividade e divulgação nas demonstrações financeiras ou nas formas de informação e reporte ao mercado.
“O aumento dos riscos do negócio, por fatores geopolíticos e geoeconômicos, a disrupção tecnológica e a ameaça na cadeia de suprimentos, entre outras situações, têm trazido novos desafios às empresas e seu reflexo nos seus processos. Com certeza, os controles internos são a base para que a boa governança corporativa se estabeleça”, analisa a sócia-diretora de mercados da KPMG no Brasil e líder do Board Leadership Center Brasil, Fernanda Allegretti.