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Investimento alternativo

Carros clássicos aceleram como ativos de luxo e entram no radar de gestora brasileira

Com R$ 2,2 bilhões sob gestão, a Meraki Capital estuda criar um fundo dedicado ao antigomobilismo, mercado bilionário que transforma modelos raros em ativos de investimento.

26 de junho de 2026 por LIDE

Luiz Goshima, da Meraki CapitalLuiz Goshima, CEO da Meraki Capital. (Foto: Divulgação)

Muito além da paixão por automóveis, os carros clássicos vêm se consolidando como uma categoria de investimento alternativo entre grandes fortunas ao redor do mundo. Agora, esse mercado começa a ganhar espaço também no Brasil.

A Meraki Capital, gestora que administra R$ 2,2 bilhões em ativos e nasceu para gerir o patrimônio da Fundação Lia Maria Aguiar, avalia lançar um fundo dedicado ao antigomobilismo, inspirado em estruturas já consolidadas nos Estados Unidos e na Europa. A proposta é transformar veículos históricos em uma nova classe de ativos para investidores de longo prazo.

À frente da iniciativa está Luiz Goshima, CEO da Meraki e idealizador do museu Carde, em Campos do Jordão. Colecionador e profundo conhecedor do mercado, ele reúne um acervo de mais de 500 veículos e acredita que a crescente valorização dos clássicos abre espaço para produtos financeiros especializados no país.

O potencial é expressivo. Apenas a RM Sotheby's movimentou US$ 1 bilhão em vendas de carros clássicos em 2025, enquanto o mercado europeu negociou cerca de € 45 bilhões em transações no ano passado. Modelos raros, com procedência comprovada e histórico relevante, vêm sendo tratados por family offices e investidores internacionais como reservas de valor comparáveis a obras de arte — com a vantagem de despertarem interesse global.

Um dos símbolos desse universo está no próprio Carde: um raro Tucker 1948 que pertenceu ao cineasta George Lucas e hoje integra o acervo do museu. Para Goshima, a combinação entre escassez, autenticidade e história faz dos automóveis clássicos um ativo cada vez mais sofisticado dentro do mercado de investimentos alternativos.

Além dessa frente, a Meraki também pretende ampliar sua atuação na gestão patrimonial de fundações e entidades filantrópicas, oferecendo estruturas de investimento customizadas para garantir sustentabilidade financeira de longo prazo.

*Com informações da Bloomberg Línea