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Construção

Incertezas elevam aversão ao risco entre executivos da construção, mostra KPMG

Estudo mostra que 65% dos executivos brasileiros do setor adotam postura avessa ao risco, mas 58% seguem otimistas com as perspectivas da indústria.

15 de julho de 2026 por LIDE

sócia-diretora de infraestrutura da KPMG no Brasil, Tatiana GruenbaumTatiana Gruenbaum, sócia-diretora líder do segmento de infraestrutura da KPMG no Brasil. (Foto: Divulgação)

O setor de construção vive um momento de equilíbrio entre cautela e expectativa de crescimento. É o que revela a nova edição da Global Construction Survey, da KPMG, segundo a qual 65% dos executivos brasileiros afirmam adotar uma postura avessa ao risco diante das incertezas do ambiente de negócios, enquanto 58% demonstram otimismo em relação ao futuro da indústria. Outros 35% disseram estar menos conservadores na tomada de decisões.

A pesquisa ouviu 375 líderes do setor de construção em diferentes países, sendo 31 no Brasil, e mostra que, apesar dos desafios, parte das empresas já identifica oportunidades para crescer.

"O resultado aponta que parte do setor de construção começa a enxergar oportunidades de crescimento apesar dos riscos. É evidente que as empresas lidam com um cenário desafiador devido às incertezas de investimento de clientes, complexidade dos projetos, aumento nos custos, restrições de financiamento, questões tecnológicas, vulnerabilidades na cadeia de suprimentos, ambiente regulatório e exigências crescentes de sustentabilidade", afirma Tatiana Gruenbaum, sócia-diretora líder do segmento de infraestrutura da KPMG no Brasil.

Entre as prioridades estratégicas apontadas pelos executivos, 68% consideram as equipes como fator essencial para o sucesso dos negócios, 65% destacam a importância da tecnologia e 58% avaliam que novos modelos de entrega serão determinantes para alcançar os objetivos das empresas.

No campo operacional, a eficiência e a lucratividade lideram as prioridades, mencionadas por 52% dos entrevistados. Em seguida aparecem a capacidade de atender às demandas dos clientes (35%), a expansão para novos mercados (32%), tecnologia e inovação (29%), gestão de riscos (23%) e fortalecimento da cadeia de suprimentos (6%).

Para enfrentar um ambiente de maior volatilidade, o estudo aponta três frentes prioritárias de transformação: investir na capacitação das equipes com foco em competências digitais, ampliar a integração de tecnologias para elevar eficiência e competitividade e revisar os modelos de entrega, com maior digitalização da cadeia de suprimentos e adoção de soluções como a manufatura offsite.

"Grande parte dos executivos afirmou que há previsão do aumento de investimentos em capacitação. Isso indica que eles reconhecem cada vez mais a necessidade urgente de transformação operacional para sustentar o crescimento em um ambiente incerto. As empresas precisam ir além de iniciativas isoladas e adotar uma integração entre os setores", conclui Tatiana Gruenbaum.