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LIDE Equidade Racial

Por que diversidade também gera lucro? A resposta de Luiza Helena Trajano

Em entrevista ao Canal Equidade, presidente do Conselho do Magazine Luiza afirma que inclusão amplia a capacidade de inovação das empresas e reforça que equidade deve ser tratada como valor e também como decisão de negócio.

15 de julho de 2026 - Atualizado em 08 de julho de 2026 às 14h51 POR lide

WhatsApp Image 2026-07-07 at 18.38.08 (1)Ivan Lima e Luiza Helena Trajano. (Foto: LIDE)

Em um cenário em que as políticas de diversidade vêm sendo questionadas por parte do mercado, a presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, Luiza Helena Trajano, defende que inclusão e equidade continuam sendo fatores estratégicos para a competitividade das empresas. Em entrevista ao Canal Equidade, projeto liderado pelo head do LIDE Equidade Racial, Ivan Lima, a empresária afirmou que organizações mais diversas inovam mais e representam melhor seus consumidores.

"Como é que você vai lidar com inovação se você não tiver sentado na mesa as pessoas que representam esse consumidor?, questionou.

Primeira convidada da quarta temporada do programa, Luiza destaca que diversidade deve ser analisada sob duas perspectivas: como um compromisso com valores e como uma necessidade de negócios. Segundo ela, um país formado majoritariamente por mulheres, pessoas negras, idosos e pessoas com deficiência precisa refletir essa composição também nos espaços de decisão das empresas. Para a empresária, equipes diversas ampliam a capacidade de inovação e tornam os negócios mais competitivos. "Se você não faz por propósito, faça porque isso dá lucro", afirmou.

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Durante a conversa, a empresária relembra o programa de trainee exclusivo para pessoas negras lançado pelo Magazine Luiza, iniciativa que enfrentou forte repercussão à época, mas que, segundo ela, ajudou a impulsionar uma mudança no ambiente corporativo brasileiro. Luiza afirma que a ação abriu caminho para outras empresas desenvolverem programas semelhantes e reforçou a presença da diversidade em posições estratégicas.

A executiva também defende políticas afirmativas como instrumentos para ampliar oportunidades e reduzir desigualdades históricas. Para ela, medidas como cotas e programas específicos devem ser compreendidas como mecanismos transitórios de correção de distorções sociais. "Cota é um processo transitório para acertar uma desigualdade", resumiu.

Ao longo da entrevista, Luiza relaciona inclusão, inovação e liderança, afirmando que empresas precisam construir ambientes capazes de aproveitar diferentes experiências e perspectivas. Também destaca que, em um contexto marcado pelo avanço da inteligência artificial, o diferencial competitivo continuará sendo o repertório e a capacidade das pessoas de gerar conhecimento.

A participação de Luiza Helena Trajano abre a terceira temporada do Canal Equidade, iniciativa conduzida por Ivan Lima, head do LIDE Equidade Racial. A nova temporada reunirá, ao longo dos próximos episódios, lideranças e executivos de grandes empresas para discutir os desafios, as oportunidades e os impactos da diversidade e da inclusão no ambiente corporativo. O Canal Equidade é uma produção TV LIDE, com patrocínio da Tour House e coprodução da Trinca Produções.